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Oguata é uma palavra indígena cuja
filosofia implícita significa caminhar para o bem e caminhar em busca da Terra sem Males,
a Terra Perfeita (Yvyju Porã). Nhanderykey, nossos irmãos mais velhos, conservaram a
sabedoria que receberam de Nhanderu ete, o Deus verdadeiro: a ética da Oguata, que é
viver em harmonia com toda a natureza e não fazer mal a nenhum ser vivo. Todos nós
deveríamos fazer a Oguata Sagrada: Caminhar em busca da iluminação da alma e viver em
harmonia com todo ser vivo, respeitando os direitos de todos e não destruindo a natureza
nem molestando a fauna do planeta Terra. O mundo sempre vai ser sujo e injusto, sempre vai
buscar o mal, e Tupã quer que as
pessoas voltem as costas para a materialidade do planeta e sigam de frente para Deus com o
objetivo inabalável de entrar em Nhandejara
(Deus). Isto significa Oguata. Isto
significa viver no reko etê, o costume ensinado por Nhandejara a nossos antepassados (ijaguyjevy).
Todo mundo deveria abrir os olhos e descobrir que está dentro da Mente de Tupã e que
todas as coisas vivem dentro do Espírito. Assim é a plenitude (aguyje) espiritual ou a
psicometástase. Nada é material. E também toda individualidade é uma vaidade da
pessoa. Nenhuma pessoa existe. O único ser vivente é Tupã. Só Nhandejara vive em todas
as formas, só Ele pratica todos os atos. A maldade não é praticada por Tupã ete, mas
pela pessoa que quer tirar de Deus o direito de ser Onipresente, então ela insiste, em
seu delírio existencial, na idéia de que ela é ela e de que Tupã não é ela, e comete
desatinos e maldades. Aguyje (a plenitude) é desfazer-se de si mesmo (a ilusão). Em
Yvyjuporã não existe eu pessoal, e quem entra em Yvyjuporã está de posse da
consciência plena de que só existe um Espírito vivendo no universo, e vê também o
Espírito de Tupã ete vivendo em todas as coisas. Quando a pessoa está mergulhada na
ilusão de que seu eu existe realmente e de que é alguma essência destinada a ser
eterna, então ela pratica o mal, é injusta, egoísta e criminosa. Por isso, todo mundo
deveria fazer a Oguata, virar as costas para a ilusão de si mesmo e entrar
conscientemente em Nhandejara.
Quando enxergamos o Espírito de Tupã vivendo em todas as formas de vida, então sabemos
que as pessoas enganadas e iludidas consigo mesmas são almas penadas sofrendo neste
inferno do planeta Terra. Quem pensa que é alguma coisa, esse terá um triste fim, e sua
herança é a morte e o sofrimento; mas aquele que descobre que não passa de um nome que
lhe deram e de um mero egoísmo que lhe faz ver a si mesmo como alguma essência
importante, desfazendo-se dessa mentira, logo fica consciente, une-se ao Espírito e
desperta a mente para ver que só existe um Ser vivente no universo todo, cujo Ser vivente
é Tupã. Foi assim que ijaguyjevy, nossos antepassados, viveram, e entraram em
Yvyjuporã, a Terra Perfeita, a Mende Divina de Nhanderu. Assim é a vida, e aí daquele
que se revoltar contra isso e desejar ser o que não é! Caminhar para o bem e iluminado
por Tupã é parar de viver para si mesmo porque o si mesmo é uma ilusão inventada. A
pessoa consciente, e cuja vida é uma Oguata Sagrada, medita a todo momento neste mantra:
Eu não existo; quem existe é Nhandejara. E a maldade do mundo nasce da ilusão de
pensarmos que existimos (desconhecendo que é Nhandejara quem vive nossa vida e todas as
outras vidas, seja de pessoas, seja de plantas, seja de animais da floresta), e, então,
queremos viver com egoísmo essa ilusão de que nossa personalidade é alguma essência
eterna. |
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