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O homem
está sempre em busca de tornar-se outro (Nhanderu), tornar-se Deus.
Nós só existimos na forma de um movimento constante na busca de
sermos onipresentes através da descoberta de que Tupã está em tudo e
de que tudo é Tupã. A consciência pessoal não passa
de uma ilusão. A idéia de que existimos como pessoa é falsa: quem
existe em nós é Nhanderu e o rekó etê é não roubar de Nhanderu o que
lhe pertence: a sua existência em nós. Afirmar que existimos e que
somos um nome e algumas preferências, é mentira. Não estamos fora de
Nhanderu, mas dentro da mente dele. Para o Indianismo,
não existe outro espaço nem outro lugar onde possamos existir. Somos
seres que só existem sob a forma de puro pensamento e puro movimento
dentro da Mente Divina. Somos um vir-a-ser (a evolução), um
tornar-se outro (a Mente de Nhanderu é o outro) e vamos em direção
a isso nesse movimento contínuo que somos, e o nosso destino é
tornar-se esse outro (só Nhanderu existe), tornar-se Nhanderu e
desaparecer como ego, como eu individual. Voltamos a enfatizar que
não existe lado de fora, estamos todos dentro do Espírito de
Nhanderu, dentro da Mente de Tupã, e a idéia de um mundo material é
ilusão, pois não existe nenhum lado de fora, e tudo é o lado de
dentro de Nhandejara, onde existimos, e o lado de dentro de
Nhandejara é a Terra sem Males. Não adianta buscar
na vida material essa Terra Sem Males do Indianismo pois não
há possibilidade de sua existência na sociedade terrena corruptível
e imperfeita onde vivemos na ilusão de que ocupamos um espaço físico
e material. O Indianismo, porém, ensina que o
kandire (a imortalidade) é possível através do nhande rekó dos
antigos nhanderykeys (nossos primeiros irmãos) e
aqui mesmo nesta existência terrena atingiríamos yvyjuporã, a
Terra Sem Males, sem passarmos pela prova da morte física. Seria
alcançar a imortalidade ainda existindo nessa vida. |
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