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O Indianismo
propõe a busca de Yvyjuporã, que é a Terra sem
Males, onde a pessoa, pela psicometástase, alcança
a imortalidade, tornando-se Deus e desfazendo-se de seu ego
individual. Nesta existência só existe um comportamento verdadeiro
(o rekó etê) para a pessoa alcançar a imortalidade
da alma: trata-se do Kandire, a busca da
imortalidade pelo abandono da ilusória identidade si mesmo (maya)
para buscar a identidade real de Nhanderu (Deus) e
tornar-se unificado com Ele. Entre a existência finita das pessoas
nesta yvy mbaemegua (terra má) e a vida sem fim
desfrutada pelos seres divinos (seres que vivem na Mente de Deus
conscientes de que realmente estão na Mente de Deus) na yvy
maraey (terra sem mal), não existe outra separação a não
ser a falta de consciência da unidade onipresente de Tupã.
É possível migrar de uma à outra consciência sem passar pela morte
física; ou, como ensinaram nossos antepassados (nhanderykey,
nossos irmãos mais antigos), sem passar pela prova da morte:
oñemokandire. Essa expressão indígena significa chegar à
Terra Sem Males (yvyjuporã) ainda ocupando um corpo
físico. Ou seja, a pessoa se ilumina e se torna divina sem contudo
deixar de ser gente normal. Trata-se da iluminação da consciência, a
psicometástase, onde a mente da pessoa passa por um
processo de evolução, viaja além da cultura
e se reconhece como unificada com a Mente Divina ou Universal,
verificando que sua individualidade não é mais a de uma pessoa, mas
a individualidade de um ser infinitamente mais elevado. Ela troca a
sua identidade pessoal pela identidade de Nhanderu, reconhecendo e
constatando que o Ser que criou o universo é o mesmo que vive em
todas as formas. |
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