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  PROPOSTA DA FILOSOFIA OGUATA                                                           Teste de Filosofia Indígena


O que é indianismo?                                                   

O indianismo é uma proposta filosófica de caminho ético-espiritual que consiste em duas posições: a primeira é a prática da oguata, que é caminhar na vida em busca do bem, do bom, da paz, da evolução; a segunda é a prática do reko etê (costume verdadeiro), e este significa fazer a oguata. O reko etê e a oguata são praticamente a mesma coisa: o reko etê é a oguata e a oguata é o reko etê. Sendo que, tradicionalmente, Nhandejara (Deus) recomendou a oguata aos índios e os mais antigos sempre ensinaram que a oguata é o costume verdadeiro. Afastar-se da oguata, deixar de caminhar para o bem e em busca do bem, não é o costume verdadeiro. Não é preciso viver como índio, morar na floresta, caçar e pescar, para ter o costume verdadeiro. A oguata é caminhar para o bem e em busca do bem, e podemos fazer isso em qualquer parte do mundo.

O Indianismo propõe também a busca de Yvyjuporã, que é a idealização da Terra sem Males. Sabemos que através do desenvolvimento da consciência visual a pessoa enxerga, física e nitidamente, a substância absoluta e identifica que ela é a existência de tudo o que vive. Consequentemente, alcança a consciência da imortalidade, tornando-se  a substância e desfazendo-se de seu ego individual. Em suma, a pessoa descobre o que realmente é. Nesta existência só existe um comportamento verdadeiro (o rekó etê) para a pessoa alcançar a imortalidade da alma: trata-se do Kandire, a busca da imortalidade pelo abandono da ilusória identidade si mesmo (maya) para buscar a identidade real de Nhanderu (a substância) e tornar-se unificado com Ele. Entre a existência finita das pessoas nesta yvy mbaemegua (terra má) e a vida sem fim desfrutada pelos seres divinos (seres que vivem na substância conscientes de que realmente estão na imersos na substância) na yvy maraey (terra sem mal), não existe outra separação a não ser a falta de consciência da unidade onipresente de Tupã. É possível migrar de uma à outra consciência sem passar pela morte física; ou, como ensinaram nossos antepassados (nhanderykey, nossos irmãos mais antigos), sem passar pela prova da morte: oñemokandire. Essa expressão indígena significa chegar à Terra Sem Males (yvyjuporã) ainda ocupando um corpo físico. Ou seja, a pessoa se ilumina e se torna divina sem contudo deixar de ser gente normal. Trata-se da iluminação da consciência, onde a mente da pessoa passa por um processo de evolução, viaja além da cultura e se reconhece como unificada com a substância que é a matriz da diversidade da vida, verificando que sua individualidade não é mais a de uma pessoa, mas a individualidade de uma substância infinitamente universalizada. Ela troca a sua identidade pessoal pela identidade de Nhanderu, reconhecendo e constatando que o Ser que criou o universo é o mesmo que vive em todas as formas.

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Oguata: em busca da Terra Perfeita

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